segunda-feira, 21 de outubro de 2019

Coegemas/SP realiza a
Segunda Assembleia Geral Ordinária 


A Associação da Frente Paulista dos Dirigentes Públicos Municipais da Assistência Social (Coegemas/SP), realizou no dia 09 de outubro de 2019, no auditório da Secretaria Estadual de Desenvolvimento Social - Seds a segunda Assembleia Geral Ordinária do Colegiado. Fizeram parte da mesa a presidente Sra. Eliete Nunes, a primeira vice-presidente Sra. Eliane Buciman de Lima Rossi, a primeira secretária Sra. Patrícia Vieira Juliani e a primeira tesoureira Sra. Maria Aucélia Damaceno.

A Assembleia foi dirigida pela vice-presidente Sra. Eliane que abriu para os informes da Comissão Intergestores Bipartite - CIB, Comissão Intergestores Tripartite - CIT, Conselho Estadual de Assistência Social - CONGEMAS e Secretaria Estadual de Desenvolvimento Social - SEDS. 

A Sra. Eliane apresentou a proposta da elaboração de uma carta ao Fundo Nacional de Assistência Social - FNAS solicitando informações referente ao repasse financeiro, sendo aprovada em assembleia e deliberada para ser encaminhada ao Ministério da Cidadania, ao Fundo Nacional da Assistência Social e Secretaria Nacional de Assistência Social – SNAS.

Renata Ferreira (Assistente Social e Consultora em Gestão Estratégica na Área Social), ministrou palestra com o tema: “Gestão Estratégica da Assistência Social: Desafios do Financiamento e Sustentabilidade Institucional do Sistema Único da Assistência Social – SUAS”. 

A palestra objetivou contribuir para o alinhamento técnico e político nos diferentes aspectos da gestão colocando em foco a questão do financiamento e as perspectivas para 2020, lembrando o processo de finalização das gestões municipais. Ampliar o acesso a informações sobre o campo de atuação do Sistema Único da Assistência Social – SUAS e compartilhar estratégias que contribuam para a construção de soluções quanto a qualificação das ofertas, convergência setorial entre políticas e integração das agendas políticas local.

Texto: Marinelza da Silva
Foto: Marinelza da Silva









































  

quinta-feira, 10 de outubro de 2019

COEGEMAS/SP DELIBERA EM ASSEMBLEIA GERAL ORDINÁRIA

Carta pela Regularização do Cofinanciamento Federal do
Sistema Único de Assistência Social – SUAS

No dia 09 de outubro de 2019, por ocasião da 2ª Assembleia da Associação da Frente Paulista dos Dirigentes Públicos Municipais de Assistência Social – que é o Colegiado Estadual de Gestores Municipais de Assistência Social – COEGEMAS/SP, deliberou nesta carta a solicitação da regularização do cofinanciamento federal do Sistema Único de Assistência Social – SUAS.

A Assistência Social é uma política pública de Seguridade Social, afiançadora de direitos sociais, independente de contribuição, devendo ser prestada a quem dela necessitar, assegurada na Constituição Federal de 1988 e a Lei Orgânica da Assistência Social (LOAS) – Lei no 8.742/1993.

Organizada em todo território nacional num Sistema Único de Assistência Social (SUAS), tendo a oferta de atendimento prestada diretamente nos territórios de vulnerabilidade e risco social, por meio dos Centros de Referência de Assistência Social (CRAS) e Centros de Referência Especializado de Assistência Social (CREAS) e demais unidades públicas e privadas de Proteção Social Básica e Especial.

Participamos de um movimento plural, democrático, republicano e suprapartidário, que somou esforços diversos na construção, de estratégias de enfrentamento à pobreza, à fome e às situações de (des)proteção da população em situação de vulnerabilidade e risco social, numa tentativa de eliminar a miséria extrema, principalmente de segmentos estruturalmente mais vulneráveis, especialmente, crianças, adolescentes, idosos, pessoas com deficiência, mulheres vítimas de violência, população em situação de rua e povos tradicionais (indígenas, ribeirinhos e quilombolas), excluídos do acesso às políticas públicas.

Nessas vésperas de completar 26 anos de LOAS e 15 anos de SUAS muitos avanços conquistados no aprimoramento da gestão da Política de Assistência Social, especialmente no Estado de São Paulo, que também foi destaque no cenário nacional nessa área: temos o cofinanciamento de todos os Municípios paulistas com recursos do Estado e critérios técnicos de partilha; dentre outros.
Diante de todos as conquistas, as manutenções das ações da Política de Assistência Social vêm sendo um desafio para os gestores públicos, com o atraso dos recursos e o aumento da demanda das famílias e indivíduos em situação de vulnerabilidade social.

O orçamento insuficiente do Governo Federal destinado para a Política de Assistência Social vêm desde 2016 ocasionando atrasos recorrentes para a manutenção dos serviços socioassistenciais de Proteção Social Básica e Especial, executados pelos 645 Municípios de nosso Estado, sendo: 1.140 Centro de Referência de Assistência Social – CRAS, 296 Centro de Referência Especializado de Assistência Social – CREAS, 57 Centro de Referência Especializado para População em Situação de Rua – Centro POP, 1.812 unidades de acolhimento, 775 serviços de proteção especial para pessoas com deficiência, idosas e suas famílias 5.375 Serviços de Convivência e Fortalecimento de Vínculos – SCFV.

Para o exercício de 2019, a situação agravou lamentavelmente com novo corte no orçamento da União para a Política de Assistência Social, que já era insuficiente para atender todas as ações realizadas e benefícios concedidos. A proposta orçamentária aprovada pelo Conselho Nacional de Assistência Social – CNAS previa R$ 61,136 bilhões e a Lei Orçamentária Anual – LOA prevê a disponibilidade de R$ 30,899 bilhões para a Assistência Social, uma redução de aproximadamente 50%.

A medida impactará diretamente o atendimento das famílias em situação de risco e vulnerabilidade social, no Brasil serão mais de 30 milhões de pessoas diretamente atingidas se o orçamento não for recomposto, bem como, implicará em prejuízo às demais políticas públicas.
No Estado de São Paulo, o déficit no orçamento federal impactará diretamente no atendimento de pessoas e famílias cadastradas no CADúnico (agosto/2019) de 4.250.830 famílias e 11.142.673 pessoas cadastradas, sendo 2.467.707 famílias com renda média per capita até meio salário mínimo, no total de 8.455 unidades de atendimentos e serviços da rede SUAS Paulista.

No Brasil 4,6 milhões de pessoas recebem o Benefício de Prestação Continjuada – BPC, com investimento mensal de 4,6 bilhões, desses 2 milhões de idosos. Em São Paulo são 393.621 idosos e 345.850 pessoas com deficiência, totalizando 739.471 beneficiários, com investimento mensal de aproximadamente R$ 738.712.024,65 (setecentos e trinta e oito milhões, setecentos e doze mil, vinte e quatro reais e sessenta e cinco centavos).

A cada dia aumenta o número de solicitações judiciais para o abrigamento de idosos em entidades de Acolhimento Institucional de Longa Permanência, não havendo vagas disponíveis. Caso as mudanças propostas na reforma da previdência sejam aprovadas, teremos uma população de rua de idosos miseráveis. Além disso, as unidades de CREAS e especialmente as de Centro POP não estão dando conta do aumento expressivo de pessoas em situações de ruas, principalmente com o aumento expressivo do desemprego no Brasil.

Cabe destacar que os programas sociais de transferência de renda têm papel fundamental na economia local dos Municípios, somente no Estado de São Paulo, são investidos mensalmente cerca de R$ 12.129.760,00 (doze milhões, cento e vinte e nove mil, setecentos e sessenta reais) (programas Ação Jovem e Renda Cidadã, dados de julho de 2019 da SEDS). O Programa Federal Bolsa Família investiu no mês de agosto de 2019 o valor de R$ 257.953.335,00 (duzentos e cinquenta e sete milhões, novecentos e cinquenta e três mil, trezentos e trinta e cinco reais).

Na atual conjuntura econômica, estamos verificando que todos os esforços e resultados positivos de mais de uma década, na área da Política de Assistência Social, estão ameaçados. Por este motivo somos provocados a rejeitar com veemência que nas reformas e cortes os mais prejudicados sejam exatamente os mais pobres e vulneráveis, para os quais temos a responsabilidade e o dever público de proteger em nome do Estado Democrático de Direito, na defesa e garantia de direitos sociais assegurados constitucionalmente.

São Paulo, 09 de outubro de 2019.

Associação da Frente Paulista dos Dirigentes Públicos
Municipais da Assistência Social


Colegiado Estadual de Gestores Municipais da Assistência Social – COEGEMAS/SP